terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

O teor de selênio nos alimentos.(pesquisa)



SELÊNIO PARTE III

Pesquisadores da USP e do Ipen identificam carências nas dietas
CAMPINAS (SP) - Uma castanha-do-brasil por dia basta para suprir as necessidades de selênio do organismo de uma pessoa adulta, mesmo em condições de estresse. É o que ficou demonstrado em estudo feito com um grupo de capoeiristas de ambos os sexos, que ingeriram uma castanha por dia durante 160 dias, ao final dos quais tiveram amostras de sangue e unhas analisadas.

Comparados com um grupo de controle, todos os esportistas que ingeriram a castanha supriram suas necessidades diárias de selênio, mesmo fazendo exercícios físicos intensos durante 190 minutos, pelo menos quatro vezes por semana.

O selênio é um dos micronutrientes mais importantes para o bom funcionamento cerebral e, se ingerido nas doses adequadas, evita a propagação e diminui a incidência de câncer, previne cardiomiopatias, melhora o sistema imunológico e ajuda a equilibrar o hormônio ativo da tireóide.

Além disso, ele reduz a toxicidade de metais pesados e age como antioxidante, combatendo os radicais livres, hoje considerados verdadeiros "agentes" do envelhecimento.

A pesquisa com a castanha-do-brasil - tese de mestrado de Vanessa Coutinho - é um dos trabalhos do Laboratório de Nutrição da Universidade de São Paulo (USP). Desde 1982, no local é estudada a dieta brasileira, com uma equipe de cinco pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), de São Paulo. 

A equipe da USP é atualmente composta por uma pesquisadora docente e dez pós-graduandos e conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), de R$ 150 mil ao ano. 

Segundo Silvia Cozzolino, coordenadora das pesquisas pela USP, os pratos que compõem a dieta alimentar básica, nas diversas regiões do País, são preparados de acordo com os costumes locais, com produtos comprados na área a ser estudada e depois enviados ao laboratório, onde são avaliadas as quantidades totais e biodisponíveis de minerais, macronutrientes e micronutrientes, através da ativação de neutrons, um método considerado muito preciso. 

Com base nestas avaliações, Silvia afirma, por exemplo, que a dieta do litoral e das regiões Sul e Norte é mais rica em selênio do que as do Centro-Oeste e Sudeste. 

"O selênio está presente nos solos daquelas regiões, portanto, é mais absorvido pelas plantas e aparece em maior quantidade nas dietas", observa. "Por isso é recomendável que os habitantes das regiões Sudeste e Centro-Oeste façam uma suplementação da dieta com o selênio da castanha-do-brasil, por exemplo". 

A pesquisadora alerta, no entanto, para os riscos do consumo exagerado: a dose recomendada é uma castanha por dia apenas, para se evitar a selenose, uma doença relacionada à toxicidade do selênio. 

Importância do selênio na saúde.

SELÊNIO PARTE II


Selênio: um mineral que não pode faltar nem sobrar no organismo

Demais, ele causa fadiga e perda de cabelos; de menos, problemas cardíacos sérios.
Castanha-do-Pará é uma das principais fontes do mineral.
Luís Fernando Correia
Especial para o G1


O selênio é um mineral que deve fazer parte da dieta humana. É classificado como um elemento "traço", pela pequena quantidade necessária a cada dia.



"A maior fonte natural de selênio é castanha-do-Pará, oriunda do Brasil. Duas castanhas por dia fornecem a quantidade diária indicada de selênio. Outras fontes do mineral são os miúdos de animais e frutos do mar como lagostas e caranguejos.

Independente da fonte escolhida mais simples ou sofisticada é mais uma lembrança de que o ideal é que se mantenha uma dieta equilibrada.

A ação antioxidante ajuda a nos proteger do estresse trazido pelo meio ambiente em que vivemos com poluição, e excesso de exposição à luz solar entre outras agressões." 
FONTE SAÚDE EM FOCO.




VETERINÁRIA

A falta ou excesso de selênio provoca danos a saúde de animais como os cavalos.Embora presente no solo, é necessário que o Se esteja disponivel nos alimentos consumidos pelos animais evitando assim a selenose nos equinos.


Selênio in castanha-do-brasil (castanha-do-pará).



SELÊNIO  PARTE I


CASTANHA-DO-BRASIL 



Meta-análise do teor de selênio em castanha-do-brasil
Meta-analysis of selenium content in Brazil nuts



Autores | Authors
 Sidinéa Cordeiro de FREITAS
Embrapa Agroindústria de Alimentos
Av. das Américas, 29501, Guaratiba
CEP: 23020-470
Rio de Janeiro/RJ - Brasil
e-mail: sidi@ctaa.embrapa.br
Elisabeth Borges GONÇALVES
Embrapa Agroindústria de Alimentos
e-mail: goncaleb@ctaa.embrapa.br
Rosemar ANTONIASSI
Embrapa Agroindústria de Alimentos
e-mail: rosemar@ctaa.embrapa.br
Ilana FELBERG
Embrapa Agroindústria de Alimentos
e-mail: ilana.ctaa@bol.com.br
Silvana Pedroso de OLIVEIRA
Embrapa Agroindústria de Alimentos
e-mail: silvana@ctaa.embrapa.br









O selênio (Se) é um micronutriente que tem sido associado à redução de 
risco de alguns tipos de câncer, no entanto, o excesso desse mineral pode causar 
selenose. Dentre os alimentos considerados fontes de selênio, encontra-se a 
castanha-do-brasil, que apresenta na literatura teores de Se variando de 0,003 a 
51,2 mg.100 g
-1
, o que representa uma amplitude de 1:17000. Adicionalmente, 
pesquisas hoje recomendam o aumento do consumo de castanha-do-brasil para 
suprir as necessidades nutricionais de selênio. Neste trabalho, foi realizada uma 
meta-análise dos resultados da literatura em relação ao log
10
 da concentração 
de selênio na castanha-do-brasil, que foi a transformação normalizante que 
se mostrou adequada para uso em comparações pelo teste T-Student. Foram 
observadas diferenças significativas tanto em relação às médias quanto às 
variâncias nos resultados encontrados na literatura. Estimou-se que 5,24% das 
castanhas podem apresentar mais de 400  µg de Se/castanha (limite superior 
tolerável de ingestão) e que 25,53% podem apresentar menos de 55 µg de Se/
castanha (ingestão dietética recomendada). A meta-análise apresentou-se útil na 
comparação dos resultados de Se encontrados na literatura e concluiu-se que 
a concentração de Se na castanha-do-brasil deve ser monitorada para efeito de 
recomendação de seu consumo no aumento da ingestão de Se.
Palavras-chave: Meta-análise; Metrologia; Selênio; Castanha-do-Brasil.
Summary
Selenium (Se) is an essential trace element and its role in the reduction of 
the risk cancer has been widely recognized. Excess intake of selenium, however, 
may cause selenosis. Brazil nut is a source of selenium whose content ranges from 
0.003 to 51.2 mg.100 g
-1
 (1:17000). Recently, increased consumption of this nut 
has been recommended as a mean to supply the nutritional needs of selenium. 
The purpose of this paper was to carry out a meta-analysis of the data found in the 
literature using the log
10
 of the Se content, which was determined to be an adequate 
normalizing transformation to establish the desired comparisons by  Student’s 
t-test. Significant differences among the means and variances in Se content were 
observed among the results available in the literature. This study estimated that 
5.24% of Brazil nuts can carry more than 400 µg Se/nut (Tolerable Upper Intake 
Level) and that 25.53% can have less than 55 µg Se/nut (Recommended Dietary 
Allowance). Therefore, a meta-analysis may prove useful in comparing published 
selenium contents of Brazil nuts and it is concluded that the selenium contents of 
this nut should be monitored for the purpose of nutritional recommendation

Key words: Meta-analysis; Metrology; Selenium; Brazil nut.





quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

FLUOROSE ÓSSEA NO NORDESTE DO BRASIL


sem imagem

Pesquisa apoiada pela FAPESQ-PB indica que população sofre com problema de fluorose óssea 

O município de São João do Rio do Peixe, Sertão paraibano, será beneficiado a partir do próximo dia 18 deste mês, com uma Estação de Tratamento de Águas com Sistema de Filtros de Desfluoretação. A estação é resultado de um projeto do CNPq CT-hidro que vai integrar o projeto apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ-PB), através do Programa Pesquisas para o SUS - PPSUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS /CNPq/FAPESQ/SES).

Trata-se da primeira estação de tratamento de águas com desfluoretação da Paraíba e é uma das maiores do Nordeste beneficiando cerca de 1500 pessoas. Segundo destacou o coordenador da pesquisa, profº Fábio Sampaio, pesquisador da UFPB, esta será uma etapa importante para implantação dos filtros domésticos e diagnóstico de fluorose óssea que já acomete a população da região.

O flúor é benéfico para prevenção das cáries por isso está incorporado aos cremes dentais e pode ser artificialmente colocado nas águas de abastecimento por programas de fluoretação de águas. Entretanto, apesar do benefício, a ingestão em excesso de flúor pode levar a fluorose dentária (manchas nos dentes e fraturas que são mutiladoras) e fluorose óssea (situação mais grave que pode estar associada a osteoporose). Para que o flúor na água de beber tenha o efeito benéfico de combate às cáries com o mínimo de fluorose, a concentração ideal de flúor deve ser em torno de 0,7 ppm (mg/L).
 

A legislação brasileira (Portaria 518) permite um máximo de 1,5 ppm. Na região de Brejo das Freiras, o poço que abastece a comunidade tem cerca de 5,3 ppm, portanto um valor muito acima do permitido pela lei. O projeto do profº Fábio visa a redução dos teores naturais de flúor através de um sistema de filtros especiais à base de alumina ativada e de filtros domésticos que podem ser recuperados por um processo simples de acidificação.

A experiência que está sendo desenvolvida tem apoio integral da Prefeitura Municipal de São João do Rio do Peixe e a cooperação técnica da FUNASA e ainda de uma empresa de Engenharia de São Paulo. Como a geoquímica do solo daquela região é diferenciada (não é por acaso que é uma região de exploração de petróleo), já foram mapeadas outras localidades com o mesmo problema na Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. "Os resultados da experiência do referido projeto CNPq-FAPESQ vai nortear ações de saúde em outras regiões e isso é importante para a Paraíba e para a FAPESQ que investe em pesquisa aplicada", afirmou o pesquisador.