domingo, 11 de dezembro de 2011

Geologia Médica na USP

Geologia Médica postado em 19/05/2010 10:59 por LiGEA USP [ 23/05/2010 10:20 atualizado‎(s)‎ ] Compreende o desenvolvimento de projetos em regime de parcerias, objetivando fornecer aos gestores da saúde pública elementos para correlação entre anomalias geoquímicas naturais ou artificiais do meio físico (solo e água) e a incidência de endemias entre a população, propiciando a formulação de políticas de prevenção. Visa a apoiar a aplicação do conhecimento das geociências na superação de problemas na área da saúde. Destacam-se os seguintes projetos: Paisagens Geoquímicas e Ambientais do Vale do Ribeira; Estudos de Geoquímica Ambiental e o Impacto na Saúde Pública no Município de São Gonçalo do Piauí, Estado do Piauí. Pesquisas em Geoquímica Ambiental e Geologia Médica (PGAGEM), identificaram as seguintes anomalias: Alumínio e nitrato em Parintins (AM);

geomedicina em foco

Existem um conjunto de doenças cuja etiologia (estudo das causas) está relacionada com minerais e ambientes geológicos e é influenciada pelo tipo de fonte e da via de exposição, pela intensidade e duração da exposição e, também, pelas propriedades físicas e químicas dos minerais envolvidos. Tendo em conta estas propriedades, os minerais podem ser essenciais para manter o corpo em boa forma (geofagia, hidroterapia, balneoterapia, dermofarmácia, dermocosmética), mas em certas circunstâncias, a deficiência ou o excesso podem constituir factores de desenvolvimento de doenças (silicose, asbestose, selenose, etc). A preocupação crescente das sociedades relativamente às interacções com o meio ambiente/saúde está na base do ressurgimento de uma nova e interessante área do saber, hoje denominada Geologia Médica, a qual foi antes chamada Geomedicina, Geologia Ambiental, Geoquímica Médica, designações todavia não equivalentes. O principal objectivo desta nova área científica emergente (Geologia Médica), é o estudo dos impactes negativos e positivos dos elementos químicos e de minerais na saúde pública. Neste post vou apenas referir a importância das águas minerais naturais, termais ou não. O uso da água mineral natural para prevenir e curar doenças remonta a 50.000 anos atrás, isto é, à Idade do Bronze. Água termal é aquela cuja temperatura é notoriamente mais alta do que a temperatura atmosférica média do local onde emerge. A água de nascente termal pode considerar-se muito quente ou escaldante, quando a sua temperatura se situar próximo da temperatura da água fervente, ou somente quente quando a sua temperatura for notoriamente mais alta do que a temperatura atmosférica do local onde emerge, mas inferior à temperatura do corpo humano. A água mineral natural é uma água bacteriologicamente aceitável, de circulação profunda ou extensa na crosta terrestre, que possui propriedades físico-químicas estáveis na sua origem e lhe conferem interessantes propriedades terapêuticas, ou simples efeitos favoráveis à saúde, devido à natureza e teor em minerais que contém. A Hidrologia Médica é uma designação abrangente de todos os domínios científicos que se ocupam do uso medicinal da água, métodos de aplicação e soluções. A hidroterapia consiste no uso da água com bases científicas, como agente terapêutico no tratamento de patologias variadas, utilizando vários modos ou processos e várias gradações de temperatura (desde água gelada até ao vapor de água). A balneoterapia é a ciência que se ocupa dos banhos e dos modos de os fazer, inclusive dos seus efeitos no tratamento da doença. A crenoterapia (termo derivado do Francês crénotherapie) consiste na administração interna (consumo oral) de uma água mineral para o tratamento da doença. A natureza e a extensão das reacções estão dependentes dos constituintes químicos que predominam na água e dos teores respectivos.

Geologia médica, impactos do ambiente natural na saúde humana.

Geologia médica, impactos do ambiente natural na saúde humana. Nas últimas décadas tem se destacado uma crescente tomada de consciência de que algumas mudanças do ambiente natural ocorrem em uma escala que afetam as ecologias globais: os sistemas, atmosférico, hidrogeológico e de produção de alimentos tem sido transformados em todo o mundo de forma que às vezes levam ao aparecimento (e/ou reemergência) de problemas de saúde em humanos e animais. Ainda que seja reconhecido que os fatores geológicos naturais jogam um papel central em uma quantidade de situações de saúde ambiental que afetam o bem estar de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo, existe uma falta geral de compreensão sobre a importância de tais fatores na saúde humana e animal por parte do público geral, a comunidade biomédica e de saúde pública, e a comunidade de profissionais das geociências e o ambiente. A geologia médica, a ciência que trata dos impactos dos materiais e processos geológicos naturais sobre a saúde animal e humana, tenta compensar essa falta ao aumentar a conscientização sobre esses assuntos nas comunidades biomédica e das geociências, e estimular uma maior colaboração entre estas disciplinas nas suas investigações. Assim, a geologia médica pode ser considerada como uma disciplina complementária no campo estabelecido de saúde ambiental, focada na maneira como o ambiente natural afeta a saúde. Seus impactos, tanto prejudiciais como benéficos, têm sido conhecidos durante milênios, mas é apenas na última década que científicos interessados nestes fenômenos têm começado a organizar colaborações locais, regionais e globais nesta disciplina emergente da geologia médica. Os geólogos médicos são científicos (geocientíficos, científicos biomédicos e de saúde pública, químicos, toxicologista, epidemiologistas, hidrologista, geógrafos, etc.) quem geralmente colaboram em uma ampla variedade de problemas de saúde ambiental em busca de suas causas e soluções. Entre estes problemas estão os impactos de poeiradas naturais; de elementos que ocorrem naturalmente em águas superficiais, águas profundas e terra; de processos geológicos tais como vulcões, erosões, terremotos, tsunamis e outros; da exposição ocupacional a materiais naturais, a radiação natural, etc. Muitos estudos da geologia médica têm estado orientados aos impactos de pó de variadas origens. As partículas de pó são um componente da atmosfera terrestre amplamente dispersas formando, com freqüência, plumas que derivam de vulcões, tormentas de pó, episódios de transporte a longa distancia de pó desértico (o assim chamado pó intercontinental) e de deslocamentos por processos naturais tais como desmoronamentos e terremotos. Estes fenômenos ocorrem em todos os continentes, incluindo, por exemplo, a mobilização de pó saariano para o sul da Europa e as Américas. Os geólogos médicos estudam as fontes, ocorrência, distribuição, concentração, química, cristalinidade e morfologia de minerais (tais como asbestos, heroinita, sílica, pirita, etc.) que podem produzir problemas de saúde. Tratam de determinar as fontes, transporte e destino de elementos potencialmente daninhos como o arsênico, flúor, selênio, cobre, etc., assim como de estabelecer os canais de exposição e produzir mapas que ilustrem os fatores geológicos e geoquímicos locais, regionais e/ou globais e suas relações com problemas de saúde existentes ou potenciais. Um bom exemplo de investigação colaborativa é o caso do arsênico em Bangladesh e Bengala Ocidental, Índia. Nesta região, geólogos médicos trabalham para determinar a fonte dos altos níveis de arsênico em água de poços que põe em risco a saúde de até 100 milhões de pessoas. Interciência marca um passo importante no crescimento e amadurecimento da geologia médica na América Latina e globalmente. O trabalho de Tommaso Tosiani, incluído neste número da revista, é somente um dos muitos que a revista antecipa publicar. No artigo, Tosiani descreve a ampla variedade de problemas de geologia médica que afetam a Venezuela, com atenção especial às fontes, distribuição e os efeitos que na saúde têm os elementos traça. A publicação deste manuscrito é uma demonstração mais de que a geologia médica toma arraigo no continente e que os profissionais da biomedicina, a saúde e as geociências pronto demonstrarão seu valor para Venezuela e o resto do mundo. Em nome da Associação Internacional de Geologia Médica e seus membros em todo o mundo, desejo felicitar a Interciência por sua visão em interesses no campo da geologia médica, e desejar-lhe muitos anos mais de contínua publicação de material sobressalente. José A. Centeno, Co-Presidente, Associação Internacional de Geologia Médica. -------------------------------------------------------------------------------- © 2011 Asociación Interciencia Calle Vera Cruz, Residencia La Hacienda Apto. 31-M Las Mercedes, Caracas 1080. Venezuela Telefonos: (58-0212) 992-32-24, 991-75-25

GEOLOGIA MÉDICA IN CPRM BRASIL

Geologia Médica Compreende o desenvolvimento de projetos em regime de parcerias, objetivando fornecer aos gestores da saúde pública elementos para a correlação entre as anomalias geoquímicas naturais ou artificiais do meio físico (solo e água) e a incidência de endemias entre a população, propiciando a formulação de políticas preventivas. Visa a apoiar a aplicação do conhecimento das geociências a fim de superar problemas na área da saúde. Destacam-se os seguintes projetos: •Paisagens Geoquímicas e Ambientais do Vale do Ribeira;
•Estudos de Geoquímica Ambiental e o Impacto na Saúde Pública no Município de São Gonçalo do Piauí, Estado do Piauí. Pesquisas em Geoquímica Ambiental e Geologia Médica (PGAGEM) identificaram as seguintes anomalias: •Alumínio e nitrato em Parintins (AM); •Relatório Avaliação da Qualidade das Águas Subterrâneas da Cidade de Parintins;
•Chumbo, zinco, cobre, alumínio, boro, manganês e potássio no nordeste do Pará; •Alumínio, arsênio, boro, cádmio, chumbo, manganês e zinco no estado do Ceará; •Urânio, em Lagoa Real (BA); •Mercúrio, em Descoberto (MG).

Geologia Médica no Brasil

A relação entre geologia e medicina é antiga. Hipócrates, por exemplo, já descrevia a intoxicação em mineiros por chumbo, por volta de 375 A.C. Georgius Agricola, no último capítulo do seu livro "De Re Metallica", descreveu algumas doenças entre mineiros, no século XVI. Apesar dessa ligação, a denominação de Geologia Médica foi criada recentemente. Até alguns anos, essa especialidade era tratada como Geomedicina. No Brasil, ainda são poucos os profissionais que trabalham de forma integrada como requer essa especialidade, segundo o pesquisador. "Estamos nós na Unicamp, há um grupo em Minas e outro no Pará. Mas, no campo da Toxicologia, Epidemiologia e Geoquímica Ambiental, existe muita gente trabalhando", diz. A proposta mais abrangente atualmente em discussão é a do Programa Nacional de Pesquisa em Geoquímica Ambiental e Geologia Médica, conhecido como PGAGEM. O programa, que tem atuação multiinstitucional e interdisciplinar, quer fornecer subsídios à saúde pública no Brasil, através de estudos da amostragem de solo e água e seus elementos. Segundo dados apresentados em recente workshop sobre Geologia Ambiental e Geologia Médica, realizado no Rio de Janeiro e promovido pelo PGAGEM, o Brasil apresenta, hoje, 6.600.000 trabalhadores potencialmente expostos à sílica. Desses, 500 mil estão ligados à mineração e ao garimpo; 2.300.000 à indústria de transformação e 3.800.000 à construção civil. O que comprova a importância dos estudos da geologia médica na prevenção de doenças e manutenção da saúde.

Geologia Médica em debate

Um dos campos das Goeciências que mais tem crescido nos últimos anos, a Geologia Médica estuda a relação entre metais pesados tóxicos e o impacto ao meio ambiente e à saúde. "Uma disciplina que estuda a influência de fatores geológicos ambientais sobre a saúde humana e dos animais", explica o geólogo Dr. Olle Selinus, em seu artigo sobre geologia médica. A especialidade estuda, por exemplo, a exposição excessiva ou a deficiência de elementos e minerais; a inalação de poeiras minerais provenientes de emissões vulcânicas; o transporte, as modificações e a concentração de compostos orgânicos; a exposição a micróbios, entre outras complicações na saúde relacionadas às condições geológicas. "No mundo e no Brasil, a geologia médica está ganhando forças nos últimos anos. Agora, ela não é mais uma especialidade da Geoquímica ou das Geociências apenas, mas um campo de pesquisa interdisciplinar no qual atuam geólogos, médicos, toxicologistas, dentistas, entre outros", afirma o pesquisador Bernardino Figueiredo, do Instituto de Geociências da Unicamp (IG).

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ANTRACOSE

Antracose O que é: A antracose pulmonar é uma lesão no pulmão causada pela inalação de pequeníssimas partículas de carvão ou de poeira que se alojam ao longo do sistema respiratório, prinicipalmente nos pulmões. Geralmente os indivíduos diagnosticados com a antracose não apresentam sintomas nem complicações, mas em alguns casos a doença pode gerar uma fibrose pulmonar. Sintomas da Antracose Pulmonar Embora a doença possa não manifestar nenhum sintoma específico, ela pode ser agravada se o indivíduo for fumante, pois a presença das pequenas partículas de carvão nos pulmões podem agravar as doenças causadas pelo tabaco, levando ao surgimento de uma tosse persistente. Os indivíduos mais propensos a desenvolver complicações são os moradores das grandes cidades poluídas e os mineradores de carvão. Neste último caso o que pode ser feito é utilizar uma máscara enquanto estiver trabalhando com o carvão, para evitar esta lesão. Como tratar a Antracose Não é necessário nenhum tratamento específico para a Antracose pulmonar, somente o afastamento do paciente dos locais que tenham carvão ou o uso da máscara protetora para evitar que outras partículas de carvão alogem-se no trato respiratório.